Data Driven Marketing: tudo que você precisa saber e como aplicar no seu negócio

Uma das práticas tendência do momento no mundo digital é o Data Driven Marketing, ou seja, o Marketing Orientado a Dados.

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Mas o que está conduzindo a isso? É fato que as campanhas de marketing apoiadas em dados são mais bem sucedidas, atingem públicos mais assertivos e apresentam melhores retornos de investimento.

Quem não gostaria de tudo isso para o seu negócio?

Tempo de leitura: 15 minutos

Mas o que é o Data Driven Marketing?

É a estratégia de se apoiar nos dados dos consumidores para otimizar a compra de mídia e veicular mensagens mais direcionadas. 

Isso inclui abordagens como pesquisa de mercado, análise, ferramentas de suporte à decisão, automação e experimentos de negócios.

A tecnologia se torna uma grande aliada nesse cenário, contribuindo para a compreensão da jornada do consumidor e dos recursos de Big Data. Reunir, integrar, acessar e utilizar esses dados de maneira adequada é um desafio crucial a ser vencido para quem busca usar o Data Driven Marketing.

Como funciona o Data Driven Marketing?

O Data Driven Marketing se divide em 4 etapas:

#1. Coleta
#2. Tratamento
#3. Armazenamento
#4. Visualização

O caminho dos dados é em busca da limpeza, deixando pronto para gerar insights e soluções ao seu negócio.

#1. Coleta

O seu primeiro passo é o processo de coletar os dados.

Eles podem ser coletados oferecendo materiais ricos e acompanhamento de Google Analytics.

As possibilidades para essa etapa são infinitas. Pode-se coletar dados oferecendo conteúdos ricos, por meio de cookies, fazendo parcerias com data providers… podemos separar essas possibilidades em 1st, 2nd e 3rd party.

Parte 1: Os dados de 1st party são considerados os mais confiáveis a serem aplicados em uma estratégia. O motivo disso está ligado à maneira como eles são coletados. Aqui, as informações são extraídas diretamente dos consumidores, por meio de cookies, CRM, campanhas de marketing (como oferecer um conteúdo rico em troca de informações), etc.

Parte 2: São dados compartilhados entre empresas parceiras que, geralmente, contemplam o mesmo segmento. A vantagem para quem recebe/compra esses dados é não ter que elaborar estratégias 1st party.

Parte 3: É aqui que entram os Data Providers, empresas que coletam dados de diversas fontes para, posteriormente, vendê-los para outras empresas. São uma ótima opção por oferecerem grandes quantidades de informação.

#2. Tratamento

Como as possibilidades de coleta são muitas e diferentes entre si, os dados chegam desorganizados e com possibilidades de inconsistência, como erros de digitação, inconsistências e falta de informação. Para corrigir isso, exige a etapa de tratamento, também conhecido como Data Cleaning.

Limpar todas as “sujeiras” dos dados irá facilitar suas análises e insights. Isso envolve a reconstrução de dados ausentes, a padronização, a remoção de duplicidades, etc.  

Algumas ferramentas dentro do Google Cloud Platform podem ser ótimas aliadas nesse momento:

Cloud Dataprep

A ferramenta permite a limpeza de dados sem a necessidade de qualquer tipo de código ou software instalado. A sua capacidade de interatividade faz a distribuição dos dados de maneira inteligente e atua de acordo com as ações que você faz na interface do usuário.

Cloud DataFlow

É um serviço de aprimoramento de dados em tempo real e em lotes.

#3. Armazenamento

Depois da fase #2, é preciso abrigá-las em um lugar seguro e onde possam ser acessadas.

São duas as opções de armazenamento:

Data Lake

É ideal para quem precisa abrigar uma quantidade grande de informações brutas, como arquivos, bancos de dados etc.

O Data Lake é para quem precisa de um repositório.

Data Warehouse

É uma boa opção para quem não quer armazenar um volume muito grande de dados, mas precisa fazer buscas de maneiras simples, criando e organizando relatórios através de históricos que são depois usados pela empresa para ajudar a tomar decisões importantes com base nos fatos apresentados.

#4. Visualização

É a fase de organização dos dados de uma forma clara para ser visualizada e gerar insights. Para vê-los, são utilizados alguns softwares de visualização de dados, os Dashboards.

São 3 tipos diferentes de Dashboards:

Operacional: é focado em processos mais específicos e de desempenhos de operação. Geralmente ele é utilizado com atualizações rápidas e auxilia na correção de problemas dentro de uma equipe de trabalho, por exemplo.

Tático: este tem a proposta de analisar grandes volumes de dados e ajudar a entender quais tendências eles indicam e quais possíveis resultados uma determinada ação pode ter.

Estratégico: totalmente apoiados em KPI’s, o estratégico tem o papel de mostrar metas e resultados de uma forma simples. Também é muito útil para definir metas de usuários alcançados em campanhas digitais, por exemplo.

Google Marketing Platform

O Google disponibiliza plataformas que possibilitam os profissionais de Marketing e Business Intelligence a irem desde o levantamento dos dados até sua exportação para análise.

Veja quais são:

DV360 + Search Ads 360é dessas plataformas que vêm os dados de usuários por Display ,Video e pelas buscas feitas em rede de pesquisa.

Campaign Manager: gerencia a campanha de marketing e os criativos para distribuir para o DV360 ou simplesmente servir como Adserver de publicação de mídias

Tag Manager 360: é o gestor de tagueamento e setup do Google que permite capturar mais informações em todas as plataformas.

Optimize 360é a ferramenta que permite fazer não só teste A/B no seu site, mas também multi variável e de redirecionamento, trazendo uma experiência personalizada para o público

Analytics 360: irá mostrar o comportamento dos clientes dentro de sites e aplicativos de uma forma clara e consolidada.

Google Cloud Platform: todas essas ferramentas estão integradas ao Google Cloud Platform para onde os dados são exportados para análise, aprendizado e insights.

Dicas fundamentais para uma estratégia de Data Driven Marketing

Integre as equipes de BI e Marketing

A integração das áreas de Business Intelligence e Marketing é fundamental para que qualquer estratégia de Data Driven Marketing funcione. É preciso que elas estejam integradas, desenvolvendo as estratégias de maneira unificada.

Investir na tecnologia necessária

Quem quiser aproveitar dos benefícios que ele oferece, precisa investir nas tecnologias que ele exige. As possibilidades são muitas, mas vale reforçar as soluções que o Google oferece com suas integrações de Google Marketing Platform, Google Cloud Platform, Data Studio etc.

Defina um objetivo

Assim como qualquer planejamento de campanha, o primeiro passo é entender aonde você quer chegar com ela, aquilo que o mercado chama de SMART (Specific, Meansurable, Actionable, Relevant and Time Bound), ou seja: Específico, Mensurável, Acionável, Relevante e com Tempo Definido.

Estude o seu Público Alvo

Estude a Demografia, o Comportamento e a Motivação. O espaço físico onde o usuário está localizado impacta na sua forma de interagir com a campanha. Seu comportamento também deve direcionar os criativos e onde é importante ele ser impactado. A motivação também entra em questão quando envolve datas comemorativas e finais de ano, por exemplo.

Canais de Marketing

É preciso escolher quais canais de marketing vão trazer mais resultados para selecionar os que apresentam mais conversões.

Presenteie com conteúdo apropriado

Os investimentos em campanhas de marketing podem ser desperdiçados se os banners não aparecerem para um público de interesse ou se sua mensagem não for atraente.

Acompanhe suas Campanhas

É importante um acompanhamento contínuo para fazer as alterações ao longo da campanha. Com os dados em mão, as mudanças são mais efetivas. No momento de analisar resultados finais, devemos comparar com resultados anteriores para tirar aprendizado e insights para as próximas.

Dica Extra: A Lei Geral de Proteção de Dados

A Lei Geral de Proteção de Dados se apoiou na GDPR Europeia para mostrar que o Brasil também valoriza a proteção das informações dos seus usuários na internet. A lei impõe uma série de medidas a serem seguidas no que se refere ao tratamento dos dados pessoais. Ela foi sancionada em agosto de 2018 e entra em vigor em fevereiro do ano que vem.

Até lá, as empresas precisam se adequar a essas medidas que, no geral, dão autonomia total aos usuários no momento de escolher se querem ou não compartilhar seus dados no meio digital.

Uma estratégia de Data Driven Marketing deve estar 100% dentro dessas regulamentações. Isso vale não apenas para o anunciante, mas também para quaisquer outros parceiros envolvidos nesse processo. Por isso é tão importante contratar parceiros de Adtech e agências referência no mercado. Se houver um descumprimento da LGPD, as sanções podem chegar a 2% do faturamento ou 50 milhões de reais.

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